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Publicado em 5 de maio de 2020

Serviço de hemodiálise pode entrar em colapso em meio à pandemia de coronavírus

Clínicas especializadas em hemodiálise podem parar caso o Ministério da Saúde (MS) não libere mais recursos neste momento de combate ao novo coronavírus. A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), em parceria com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) enviou uma carta ao governo federal solicitando auxílio para custear o aumento dos preços dos insumos, e os gastos a mais para tratar pacientes com suspeita de coronavírus nas 776 clínicas que prestam o serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no país.

Segundo a associação, a média de custo de um paciente é de R$ 2.250, sem reajustes no repasse do MS desde 2018. Ainda assim, cerca de 90% dos pacientes renais que necessitam de hemodiálise são atendidos em clínicas privadas. "Na Bahia, estima-se que cerca de dez mil pacientes estejam em diálise, sendo a grande maioria (92%) em hemodiálise - esses pacientes não podem ficar em casa" afirma o José Moura Neto, médico nefrologista e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia Regional Bahia.

Em todo país, mais de 130 mil pacientes precisam fazer hemodiálises que demanda circulação de três a cinco vezes por semana às clínicas, para sessões de diálise com duração de três a quatro horas. Desse modo, ele está mais exposto aos riscos de contaminação pelo novo coronavírus. Se a pandemia pelo Covid-19 atingir as clínicas de hemodiálise, provocará a necessidade de isolamento dos pacientes, abertura de turnos de diálises extras, aumento e reposição de recurso humano em virtude da contaminação do staff profissional para a contenção a do vírus.

Em nota técnica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu uma série de determinações que encarecem o serviço seguro de hemodiálise em meio à pandemia. Dentre elas, para pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19, a necessidade de sala exclusiva e a necessidade de descarte das linhas de diálise e dialisadores e que os profissionais para atendimento desses pacientes sejam exclusivos. Outro fator é que após o início da pandemia, houve um aumento no preço dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

Acreditamos que a saúde vai além de diagnósticos e procedimentos. Por isso, construímos um ambiente onde o paciente é acolhido de forma integral.
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